Silenciamento Família PASSO 03

Como vou me explicar pras pessoas?

Resumo

Você sente que precisa se justificar o tempo todo? E se essa pressão não vier de Deus, mas estiver te afastando da paz e do vínculo com seu filho?

"A gente ficou um tempão sem se falar. Poxa, (…) em nenhum momento ela pensou em mim? Em todos os sonhos que eu construí pra ela?”

Rita, mãe de Letícia

Por que meu filho fez isso comigo?

Como vimos, a sexualidade do seu filho não é um resultado do que você fez ou deixou de fazer. Nem de algo que ele esteja fazendo com você. Mesmo assim, é comum sentir que seu filho não está tendo consideração. Como se ele tivesse jogado fora seus esforços.

É importante lembrar: a sexualidade do seu filho não é algo que ele escolheu viver. É mais provável que, pra ele, também não esteja fácil aceitar a realidade que se apresentou.

Pode ser que ele queira agora ou já tenha querido que tudo fosse diferente — ele não escolheria o caminho mais difícil, do afastamento, do julgamento e do silêncio.

Por muito tempo, esse foi um tema pouco compreendido. Só mais recentemente a ciência — especialmente nas áreas da saúde e das relações humanas — tem ajudado a ampliar esse entendimento.

Você já ouviu dizer, por exemplo, que o termo “opção sexual” vem sendo substituído por “orientação sexual”, por ser uma forma mais precisa de falar sobre isso?

O que é a diversidade, afinal?

É difícil olhar pra essa realidade quando a vida inteira fomos ensinados do contrário. Talvez seja útil refletir: a sexualidade humana — assim como tantas outras características — não é uma decisão consciente, mas uma parte de um processo que envolve corpo, emoções e história.

Seu filho não deseja te afrontar com a própria sexualidade. E você não tem responsabilidade sobre o que está acontecendo. A diversidade sexual faz parte da criação de Deus — e não precisa te levar ao silêncio nem à solidão.

E se você e seu filho, assim como qualquer outra pessoa, não precisassem se explicar sobre sua personalidade, desejos e sonhos?

Palavra de fé

“Eu vos deixo a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.”

João 14:27

Como seria oferecer abrigo?

O que as pessoas pensam pode mudar, mas o lugar único que você ocupa na vida da sua filha não. Nesse sentido, o Espírito Santo te convida a escolher: um diálogo que constrói pontes ou um silêncio que ergue muros.

Observar sua filha na totalidade de quem ela é não diminui o amor e o cuidado que você sempre dedicou. Pelo contrário, pode transformar e fortalecer ainda mais os laços entre vocês.

O que pode ser mais determinante na criação que você deu a ela é a forma como vocês vão lidar com o que está acontecendo agora. Se, em vez de silenciar e afastar, vocês vão se respeitar, se apoiar, se acolher e oferecer abrigo uma à outra.