Continue sua jornada
Passo 05 Minha fé já não me traz a mesma paz Próximo passoAinda dá pra gente se reencontrar?
Resumo
Mesmo com a distância, algo ainda pode existir entre vocês. E se pequenos gestos forem o começo de um novo jeito de se relacionar?
“Um dia a vó dele me perguntou por que estávamos tão distantes. Ela disse: filho é para vida toda; vai ser uma vida de dor ou amor?”
E o que vão pensar da gente?
Não é fácil se libertar da preocupação com o que os outros vão pensar — a família, os amigos, a Igreja. Parece impossível não temer olhares de desaprovação ou julgamentos.
Já dentro de casa, lidando com a revelação da sexualidade dos nossos filhos, é a preocupação com as expectativas dos outros que termina nos afastando de lidar com nossos sentimentos.
Muitos pensamentos vêm à mente: “O que o pai vai sentir quando souber?”; “A avó vai morrer do coração!”.
Não vamos conseguir evitar e não podemos prever as reações das outras pessoas. Só podemos oferecer empatia e tentar ajudá-los a entender.
Cada pessoa ao seu redor pode reagir de um jeito — com medo, dúvida, acolhimento ou até rejeição. Mas esses sentimentos pertencem a elas. Cabe a cada um lidar com o que sente.
Talvez essa preocupação seja tão forte porque, ao longo da vida, você ouviu muitas frases e julgamentos que reforçaram o preconceito contra pessoas LGBT. Mas você e sua família não precisam se moldar à opinião dos outros.

E se nem todo mundo reagir como você imagina?
Do julgamento, da incompreensão e da decepção deles, a única coisa que cabe a você é o compromisso com a sua própria jornada de transformação e de conhecimento.
Dessa forma, você terá argumentos amorosos e conscientes para acolher, orientar e proteger os sentimentos da sua filha, que é a principal afetada por toda essa situação.
Ao mesmo tempo, você pode se surpreender. Conhecemos avós que abriram a casa para o neto expulso, pai que assimilou a situação melhor que a mãe, tios que se aproximaram e irmãos cujo amor se tornou ainda mais forte.
Diante do medo do julgamento alheio, é possível cultivar também a esperança na bondade das pessoas.
Momentos de afeto, cumplicidade e compaixão podem ajudar a curar a sensação de decepção e afastamento familiar.

A pergunta que muda tudo
Talvez alguns questionamentos tenham te levado a outras direções, e agora você sinta que isso te deixou mais distante da sua filha.
E se, em vez de perguntar “O que eles vão pensar?”, você se perguntasse: “O que minha filha precisa de mim agora?”
Palavra de fé
"Vós sois a luz do mundo."
Neste momento desafiador, em que sua filha descobre uma nova realidade, ela provavelmente precisa do seu amor, compreensão e apoio mais do que nunca.
O amor, ao contrário do medo, nos envolve e acolhe. Permita-se ir em direção aos seus sentimentos, acolhê-los e, ao mesmo tempo, se aproximar da sua filha.
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