Raiva Eu PASSO 02

Acho que a culpa é minha

Resumo

Quando essa força se volta contra você, ela também machuca. O que, de fato, está nas suas mãos — e o que não está?

“Eu achava que tinha que mudar o que estava acontecendo, mas entendi que sou pequeno diante dos planos de Deus para mim.”

Rogério, pai de Mayara

Não consegui evitar que isso acontecesse

O que nos guia como pais é o desejo de que tudo dê certo — com a Graça de Deus — na vida dos nossos filhos. Quando algo parece ameaçar o futuro que sonhamos, acreditamos que falhamos e sentimos raiva de nós mesmos.

Raiva por termos sido distantes ou protetores demais. Liberais ou autoritários demais. Na nossa cabeça, sempre há algo que deveríamos ter feito diferente.

Mas será que o ambiente familiar determina quem uma pessoa é? Seria possível impedir alguém de ser quem realmente é?

A ideia de que a sexualidade de alguém seja resultado da educação que recebeu não encontra sustentação consistente. Nem na ciência, nem na própria experiência da vida.

Carregar essa culpa é assumir um fardo pesado — que talvez nem seja seu.

O que realmente está nas suas mãos?

A vida que uma pessoa constrói — quem vai amar, que caminhos vai seguir — faz parte da expressão autêntica de cada uma. Estes são aspectos que se revelam com o tempo e as oportunidades, de maneira tão única quanto a personalidade.

A sexualidade da pessoa que você criou nunca esteve em suas mãos, assim como outros aspectos da vida de seu filho que você já precisou aprender a lidar. Tudo isso faz parte da vida — e também da forma como Deus se manifesta em cada pessoa.

Lembre-se: tudo o que está fora de seu controle não está fora do controle do Criador.

Deus te ama e acolhe suas aflições. E o amor d’Ele por seu filho — assim como a graça que uniu vocês como família — pode se tornar a força que te ajuda a atravessar a raiva sem causar mais dor.

Palavra de fé

“Melhor é o paciente do que o guerreiro; e o que domina o seu espírito do que o que conquista uma cidade.”

Provérbios 16:32