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Passo 03 Será que meu filho escolheu ser assim? Próximo passoPor que meu filho não é “normal”?
Resumo
Quem define o que é “normal”? Quando você amplia esse olhar, algo muda na forma de ver seu filho. Será que existe mais vida — e mais Deus — do que te ensinaram?
“Só depois descobri que Deus ama meu filho como ele é. Saber disso foi o que salvou a gente de se perder um do outro.”
Quando o “normal” não abraça toda a vida
Desde cedo, aprendemos que existe um caminho “certo”. Menino gosta de menina. Menina gosta de menino. E, junto com isso, vêm expectativas: como se vestir, como agir, que futuro ter.
Sem perceber, vamos construindo a vida dos nossos filhos dentro desse roteiro. Escolhemos, projetamos, imaginamos. Criamos uma ideia do que seria a vida “ideal”.
E, quando algo sai desse caminho, o chão parece tremer. Vêm as perguntas: “Onde foi que eu errei? O que aconteceu?”.
Mas talvez não seja erro. Talvez seja só diferença.
Nenhuma norma consegue dar conta de todas as formas de viver o amor e a identidade. A vida é maior do que qualquer padrão.
Muitos pais e mães, lá no fundo, já tinham percebido algo. Mas o medo falou mais alto. E evitar o assunto pareceu mais seguro.
Sem perceber, a distância foi crescendo.
Você já imaginou como é viver todos os dias tendo que esconder quem se é?

Entre a margem e o acolhimento
Talvez você conheça essa palavra: “Não há diferença entre judeus e gregos.” (Romanos 10:12).
Naquele tempo, existiam muros claros: quem pertencia… e quem ficava de fora. O Evangelho veio justamente para romper essas barreiras.
Hoje, muitas pessoas ainda ocupam esse lugar de exclusão. São os “diferentes” do nosso tempo. E, às vezes, sem perceber, colocamos nossos próprios filhos nesse lugar.
A exclusão começa pequena: num silêncio, numa expectativa, numa negação sutil de quem ele é.
Quando você se pergunta por que ele não pode ser “normal”… Talvez esteja, sem querer, afastando ele de você.
Quando não se sentem reconhecidos dentro de casa, nossos filhos têm sua dignidade ferida.

Nenhuma diferença nos separa do amor
O preconceito fecha portas. E muitas pessoas LGBT ainda enfrentam dificuldades para viver o básico: existir com dignidade.
Mas seu filho não é uma ameaça. Nem à sua família. Nem à sua fé. Talvez ele seja um convite. Um chamado para ampliar o seu olhar.
E se Deus estiver te convidando a enxergar a beleza da diversidade mais de perto?
A diversidade não nega a criação. Ela revela a sua riqueza.
Sua fé pode deixar de ser lugar de medo e se tornar lugar de libertação.

Enxergando Deus no seu filho
Jesus nunca limitou quem podia ser amado. Ele tocou os intocáveis. Sentou-se com os rejeitados. Chamou para perto quem estava à margem.
Se existe uma norma no Evangelho, é essa: o amor que acolhe.
Qualquer outra regra pode até tentar calar. Mas o amor de Deus chama à vida.
Palavra de fé
“Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.”
Talvez essa seja a escolha agora: não o silêncio que o medo impõe… mas a vida que o amor sustenta.
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