Inicie sua jornada
Passo 01 Não consigo falar sobre isso Próximo passo
Quando as palavras já não saem mais
Nó na garganta. Parece impossível tocar nesse assunto com alguém. A notícia ou a desconfiança sobre a sexualidade de sua filha ou seu filho, que mais parece uma bomba, faz com que você mal consiga terminar mentalmente a frase: “meu filho é…”
Talvez, por agora, você só consiga enxergar desgraça e não consiga ver o que poderia ser dito. Seu coração virou um deserto grande demais e sem fim — calou-se em solidão, e agora só conhece o peso do céu imenso e o abandono das areias.
O peito aperta. Silenciar diante disso tudo é, de alguma forma, adiar a realidade que está posta à mesa.
“Eu quero me enterrar junto com esse segredo. Maldita hora que fui olhar escondido pro celular da minha filha”.

O silêncio é seu aliado ou a sua prisão?
Nós, famílias cristãs com filhos parecidos com o seu, conhecemos de perto o que você está passando. Em algum momento, nós também lidamos com a falta de palavras ou de alguém confiável para desabafar sobre nossas incertezas.
Nessas horas, o silêncio pode funcionar como um abrigo. Um lugar seguro para você se relacionar com as suas dúvidas e angústias, conversar consigo mesma e com Deus.
Mas também pode ser uma queda livre em um poço solitário e sem fim.
O silêncio pode ser um deserto sem horizonte, em que cada passo ecoa sem resposta, e seu coração, antes fonte abundante, se torna areia seca.

Tem sido difícil respirar
Imagine um quarto sem janelas e sem circulação do ar. O silêncio funciona dessa mesma forma. Quando a gente fica muito tempo com ele, nossos pensamentos e sentimentos ficam sufocados, reforçando o sentimento de que a situação que estamos vivendo é impossível de ser resolvida.
Sabemos a dimensão da ferida que foi aberta. Mas também lembramos que há um caminho de amor, fé e confiança em Deus — no Senhor capaz de criar sombra fresca em meio ao sol implacável, promessa de que a vida não se extinguiu dentro de você.
Se você continuar fechada, pode acabar tempo demais no deserto da solidão. Essa experiência cria pensamentos que ferem seu coração e sua fé.

E se pudéssemos cuidar disso juntos?
Você está na trilha Silenciamento e Solidão, na Rota do Eu, proposta pela Jornada Veredas para famílias cristãs que se sentem desafiadas pela sexualidade dos filhos.
Aqui, vamos caminhar juntos por cinco passos para você se lembrar que o silêncio é uma travessia de autoconhecimento, que precisa ser respeitada e acolhida — sem virar uma prisão.
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Não consigo falar sobre isso
Compreendendo o silêncio como uma ferramenta de respiro.
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Deve ser apenas uma fase
Reconhecendo que calar não muda a rota da história.
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Falar sobre isso é expor a todos nós
Falar sobre isso é expor a todos nós
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Falhei no papel que Deus me deu, o de educar
Reconhecendo no vínculo com seu filho o fruto do seu sucesso.
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Será que vão me respeitar se eu falar sobre isso?
Encontrando o silêncio que liberta e permite transformações.

Não tenho nada para falar, só raiva e dor
Quando você se aquieta, pode estar decidida a guardar esse segredo para sempre. Ou pode sentir que se abrir a boca, só vai piorar a situação.
Talvez você tema os julgamentos e esteja com medo de se expor. É natural não conseguir falar sobre o que está acontecendo ou sobre como você está se sentindo.
Qualquer que seja o motivo, é importante entender o que está fazendo você calar a sua voz.
Antes de qualquer coisa, ela é sua forma de expressar seus sentimentos e ter companhia para digerir tudo isso — seja conversando sobre o que te atormenta com você mesmo, com Deus, ou quem sabe com alguém de sua confiança, quando e se você desejar.
Palavra de fé
Deus segura a sua mão e diz para não temer.
Antes de seguirmos, lembre-se: você não está só. Caminharemos juntos nessa trilha de afeto e acolhimento para investigar os caminhos do seu silêncio. Nosso desejo é que esta leitura te ajude a se sentir consciente das decisões que você fará sobre a sua própria jornada.
Que em meio ao deserto, Deus seja para você nascente escondida — que Ele brote como água em terra rachada, lembrando que nem todo silêncio é ausência.